quarta-feira, 22 de julho de 2026

PERMUTA IRREFUTÁVEL


Permuta Irrefutável

Eruptiva saída; uma descolorida mortalha.
Visita resumida de uma estadia indecente... Gente!
Odisseia sem Ulisses, sem retorno, sem bagagem.
Só desgosto, ilusão, quimeras mil... Viu?

Um iminente jazigo; troféu merecido, amigo!
Inefável sentimento do dever não cumprido, sem perigo.
Sensação descontagiante, parvo caminho logo adiante... Avante?
Indolente jornada, estrela apagada; pífia caminhada, na madrugada?

Noutrora exaltada, cada vez mais esperada... Qual nada!
Submissão forçada, utópica, evasiva; uma estagnação formidável!
Injustificado o tardio e esplêndido fulgor... E o amor?
Expectativa inegável, de uma permuta irrefutável.

Minha brisa suave... Vem! 

Autor : David Stormy

A ORIGEM DA EXPRESSÃO "UAI"

 A Origem da Expressão “Uai”


Segundo o odontólogo Dr. Sílvio Carneiro e a professora Dorália Galesso, foi o presidente Juscelino Kubitschek que os incentivou a lhe pesquisar a origem.

Depois de exaustiva busca nos anais da Arquidiocese de Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas Gerais, Dorália encontrou explicação provavelmente confiável.

Os Inconfidentes Mineiros, patriotas, mas considerados subversivos pela Coroa Portuguesa, comunicavam- se através de senhas, para se protegerem da polícia lusitana.
Como conspiravam em porões e sendo quase todos de origem maçônica, recebiam os companheiros com as três batidas clássicas da Maçonaria nas portas dos esconderijos.

Lá de dentro, perguntavam:
– Quem é ? – e os de fora respondiam:
– UAI – as iniciais de ‘União, Amor e Independência’ .
Só mediante o uso dessa senha a porta seria aberta aos visitantes.

Conjurada a revolta, sobrou a senha, que acabou virando costume entre as pessoas das Alterosas.

Os mineiros assumiram a simpática palavrinha e, a partir de então, a incorporaram ao vocabulário cotidiano, quase tão indispensável como ‘tutu’ e ‘trem’. Uai sô…

A material acima saiu no Jornal Correio Brasiliense.

O PODER DAS PALAVRAS E DA CIÊNCIA

 


Vejam amigos: tem seguidores achando que os textos que eu coloco aqui, não são meus! Ledo engano.Todos são de minha autoria mesmo; viu Maria? No caso aqui, só a explicação do Aurélio Buarque, não me pertence.(Isso não lhe pertence mais, kkkk). Sim, às vezes damos uma ou outra "derrapada" nas regras de português.Mas quem não erra? (R: aqueles que estão no cemitério, kkkk). Então vamos lá! (Lá aonde?, kkk)

"O Poder das Palavras e da Ciência"
Eu adoro o som emitido por essa palavra: ciência!
Se você é do tipo que não dá a mínima para essa palavra, visto que idolatra outras como “money”, “girls”, “I love my car”, “beer” e “Miami”, cara, cê tá numa roubada, meu irmão.
Mas veja, veja... peraí, longe de mim querer ser moralista. Desconversei. Serguei!
Então, é o seguinte: dá dó... dele, delgado delegado, sim!
Mas, deixando a brincadeira de lado, soldado (se eu conseguir)...
É difícil para mim não brincar, pois descobri que nasci para ser palhaço. Só não sei ainda qual tipo: melancólico, romântico, bufão, tramp (mendigo)?
Ok, eu aceito os argumentos: você pode, você tem dinheiro... Mas o que o dinheiro não compra, hein, Onassis?
Aliás, outro dia eu li uma tirada legal a respeito do dinheiro.
Perguntaram ao Bob Dylan o que ele gostaria de dizer sobre o poder do dinheiro. Ele respondeu:
"O dinheiro não manda... ele xinga!"
Bão, Barão... cadê o meu violão?
Então, é preciso botar a cachola para funcionar.
E assim dizia meu tio Sabatino, quando eu fazia alguma coisa errada:
"Cê tem cabeça pra quê, sô? Só pra separar as 'oreia', não, né, mané?"
Mas o que eu estou querendo dizer é que precisamos pensar antes de falar.
As palavras têm um poder imenso sobre pessoas mal avisadas.
Tipo assim: algum inimigo seu (aquele que se diz seu amigo, que está sempre dando uns tapinhas nas suas costas: “E aí, como é que vai?” “Pô, mano, cê tá amarelo... o que houve?”).
Pronto, ele te pegou. Ele é esperto, conhece o poder das palavras.
Quando quer ferrar alguém, sabe o caminho.
Você, meu caro, veio para a escola numa boa, até cantarolando...
E esse filho de uma cancela batedeira, que tem bronca de você, vem e lhe estraga o dia.
Sacou o lance?
Você não tinha nada, estava tudo bem. Mas a palavra dele te tocou profundamente.
“Pô, o cara disse que eu tô amarelo... devo estar doente”.
E aí... você fica doente mesmo.
Não deixe, irmão. Seja esperto. Analise tudo.
Tem aquele ditado:
“Enquanto você vem com o milho, eu já estou voltando com a pamonha.”
É... Então, estou amarelo, né?
Você manda:
“Cara, deve ser algum problema no seu olho, hein?”
Ou então:
“Que calça horrorosa essa sua. Você comprou ou ganhou?”
Pronto!
Você já vai ficar livre daquele pecador por um bom tempo.
Viu o poder das palavras?
Então, ciência... o que quer dizer essa palavra?
Mas o que é mesmo ciência?
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira definiu:
Conhecimento. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria.
Ou um conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio.
Ou ainda, a soma de conhecimentos práticos que servem a um determinado fim.
Ou, finalmente, a soma dos conhecimentos humanos considerados em conjunto.
Filosoficamente, é o processo pelo qual o homem se relaciona com a natureza, visando à dominação dela em seu próprio benefício.

Autor : David Stormy

AÇOITE


  Já passa de meia-noite

E não consigo dormir

Será que eu já fui?

Ou ainda tem açoite?

Bendita noite em que te conheci

Tudo era tão maravilhoso!

Mas o tempo passou

E nas nuvens negras te perdi

Será que tudo foi um sonho?

Ou epilepsia?

Sinto gelada a minha espinha dorsal

Tudo agora é tão medonho!

Olho para o céu azul carmim

Vejo nele tua face angelical

Sorrindo para mim

Preciso aprender a voar

Perdido ainda estou

Tenho que lhe reencontrar

Autor : David Stormy

COMO UMA ÁGUIA AMERICANA!



 Bom, eu até que tentei, mas não sei não, cara. Veja: eu tenho olhos para “olhar”, cabeça para pensar e... não muito tempo para sonhar.


Por falar em sonho... na noite passada sonhei que estava voando — literalmente.

Sempre acontece isso. Eu voava ao redor de uma montanha e, quando cheguei lá em cima, no topo, olhei para baixo... e não vi o solo. Só uma névoa escura.

Meu Deus!

No topo da montanha, havia um muro enorme!

Mas perceba que coisa engraçada: eu voei até lá em cima, mas depois não conseguia pular o muro. Fiquei encurralado.

Nossa... que sensação estranha.

Alcancei o topo, mas não conseguia mais voar!

Céus!

Permita-me... o que fazer agora?

Na minha frente, um muro muito alto. Atrás de mim, um abismo incomensurável. Desmedido.

Meu pai, chame a mamãe, estou de partida!

Quero de novo as minhas asas. Eu as mereço.

Não, não, não... aqui eu não posso ficar!

Então, em desespero, comecei a dar uns pulos — com muito esforço.

Eu sentia uma enorme dificuldade para me elevar. Cada pulo dava a impressão de pesar uns 200 quilos sobre o meu corpo.

Sansão, o leão está vindo. O que faço agora?!

Por um momento, percebi que não tinha mais jeito. Saltar no vazio era a única solução.

Ernesto...

Depois de muitas lágrimas, com um nó na garganta, pensei:

“Ah! Não vou viver para sempre mesmo... O jeito é pular daqui de cima, e me esborrachar lá embaixo. Talvez assim eu conheça o outro lado do mundo. Outra dimensão.

Mas será que existe mesmo o outro lado?”

Pra saber... só pulando.

Então respirei bem fundo. Enchi os pulmões de ar.

Me senti um deus (um deus do nada, um deus do vazio)...

E saltei.

Saltei como quem salta numa piscina, ou no mar.

E então... por incrível que pareça: eu não caía. Eu voava.

Voava como uma águia americana.

Nossa! Como era gostoso!

Logo em seguida, a névoa feia desapareceu. E eu vi a terra... linda, verdinha, com seus lagos límpidos, montanhas azuis, homens trabalhando na lavoura.

As mulheres caminhavam com cestos cheios de roupa.

As crianças corriam, brincando umas com as outras.

Tudo era lindo. Divino. Maravilhoso (como diria Caetano).

Então, de repente, ouvi um som — bem longe:

Triiim... Triiim...

Acordei. Era o alarme do meu celular.

Me avisando que eu tinha que cumprir mais um dia de trabalho.

Levantar. Ir até o banheiro. Fazer xixi. Lavar o rosto. Olhar a minha cara amassada no espelho.

Tomar o café da manhã. Vestir uma roupa decente (a armadura sem elmo, todo dia). Escovar os dentes. E ir...

...em direção ao inferno (não o de Dante).

Que chato! Que saco! Não aguento mais!

Eu não quero mais isso.

Eu só quero é... voaaaaaaar!

Autor : David Stormy Ver menos

segunda-feira, 20 de julho de 2026

VANUSA & OZZY OSBOURNE - PLÁGIO?

 Ozzy Osbourne copiou Vanusa? Há dez anos, site suspeitou que Black Sabbath tinha se inspirado na brasileira; entenda:Banda inglesa e cantora lançaram, em 1973, canções com semelhanças.

Texto By : O Globo - Rio de Janeiro


Vanusa & Ozzy Osbourne - Músicas semelhantes

A música “What to do”, de Vanusa, foi criada em 1973. Outro lançamento daquele ano, quatro meses depois, foi o clássico “Sabbath bloody Sabbath”, da banda Black Sabbath, de Ozzy Osbourne, que morreu aos 76 anos nesta terça-feira (22). A semelhança entre as duas canções não para no ano de lançamento. Em 2016, a internet debateu a semelhança entre a introdução das duas músicas.

Tudo começou com uma publicação do site The Brazilian Report, apontando a semelhança e questionando se o Sabbath teria se inspirado na cantora brasileira. Na época, Vanusa afirmou que se tratava de uma coincidência. Primeiro, a semelhança é apenas na introdução da música. Depois, em 1973, como uma música de uma desconhecida cantora brasileira chegaria a quatro roqueiros ingleses — sendo que a “What to do” não tinha sido sucesso nem no Brasil?

Inspiração ou não, sabe-se lá. A semelhança, no entanto, é identificável. Compare as músicas:




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ANEDOTAS & PIADAS #34