O estudo foi liderado pelo cientista Ashok Shetty e publicado na revista científica Journal of Extracellular Vesicles. Segundo os pesquisadores, o envelhecimento cerebral está ligado a um processo conhecido como neuroinflamação — uma inflamação crônica que afeta regiões importantes do cérebro, prejudicando memória, aprendizado e raciocínio. Esse mecanismo também está relacionado ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
O spray utiliza pequenas estruturas biológicas chamadas vesículas extracelulares, derivadas de células-tronco. Essas partículas carregam microRNAs, moléculas capazes de reduzir processos inflamatórios e ajudar na recuperação das mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia nas células cerebrais. Aplicado pelo nariz, o tratamento consegue atingir o cérebro sem necessidade de cirurgias ou procedimentos invasivos.
Nos testes realizados em camundongos idosos — comparáveis a humanos com cerca de 60 anos — apenas duas aplicações foram suficientes para melhorar memória, reconhecimento de objetos e parte das funções cognitivas. Os efeitos apareceram em poucas semanas e continuaram sendo observados por meses após o tratamento.
Os cientistas acreditam que a tecnologia também poderá ser útil na recuperação de pacientes que sofreram AVC, além de ajudar a retardar o declínio cognitivo associado ao envelhecimento.
Apesar dos resultados considerados promissores, os estudos ainda estão restritos a testes em animais. A equipe já registrou patente da tecnologia nos Estados Unidos e pretende iniciar pesquisas clínicas em humanos nos próximos anos
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